quinta-feira, 16 de setembro de 2010

jogo de espelhos.

você é a minha cara.
eu sou a sua cara.
mas ele,
ele é, ponto por ponto,
um eu avesso à mim.

mas não deixa de ser tua cara.

sábado, 11 de setembro de 2010

espelho, espelho meu/as cidades e as imagens

a gente se faz um pouco assim, reflexo do mundo onde vivemos.
e foi pouco a pouco, vivendo nessa cidade enorme, cinza, fria, cruel e incrível, que eu me construí um pouco assim mesmo, entre o indiferente concreto-armado e o charme discreto de um vazio cheio de potencialidades.

acho que tem muita pedra dentro de todo bom paulistano...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

reticente sem número

eu não caibo em mim.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Silêncio

eu te estranho, você me estranha.
nosso silêncio foi assim, quieto

(não como aqueles que cantam, gritam;
o nosso morreu na entranha).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

reinvenção

eu me fiz com medo de mudar.
eu me mudo, com medo de ficar mudo.
mas meu maior medo é mudar.

agora eu: mudo.

sábado, 28 de agosto de 2010

sem título, sem número

Caos é vida, paz eu deixo pra depois. Divido com o verme que comer meus olhos.

ironia sem número.

Estranhamento, sim. Estranhamento de saber que muito do que eu pensei saber, nem de longe eu sabia. Estranhamento de não saber qual a minha posição (bem, quanta estupidez, "a minha posição", de que importa!), mesmo sabendo por onde estou. Ah, estranhamento: me estranho estranhando tudo isso. Não quero menos, não quero mais, não quero paz.

Eu quero tanta coisa! Inclusive os opostos. Nisso não há estranhamento. Ironia sem número.